É muito comum assistirmos (principalmente em época de carnaval) vinhetas e propagandas do Ministério da Saúde do Estado de São Paulo e até mesmo do Governo Federal sobre a prevenção e o combate as DST´s , instruindo o “seu” povo sobre os cuidados e métodos preventivos . Infelizmente esse tipo de abordagem tem como objetivo um único grupo e em nenhum momento existe uma abordagem homossexual. E quando o tema é a mulher homossexual ai a coisa desanda.Fiz uma pequena pesquisa em um Centro de Atendimento á Saúde do SUS onde minha mãe trabalha , e constatei que infelizmente não existe preparo e cuidados dos profissionais da Saúde quando se é abordado esse tema.
Quando foram perguntados , quais eram os métodos de proteção e quais os cuidados a serem seguidos , fui respondido com um sorriso sem graça e indicado procurar O Programa de Assistência Integral á Saúde da Mulher (PAISM).Infelizmente nem o PAISM soube me responder a pergunta .Que vergonha! Isso caracteriza a maior forma de descaso e preconceito que pude presenciar em toda minha vida , como um Estado , como um Pais , esquece de uma parte do seu Povo? A saúde hoje também é classificada em Homossexual e Heterossexual?
É muito preocupante , porque segundo algumas pesquisas feitas com lésbicas no Estado de São Paulo , foi constatado que metade das mulheres entrevistas vão menos de 1 vez por ano ao ginecologista , existe uma dificuldade de acesso e a falta de informação é tão grande que infelizmente a maioria acha que esta livre das DST´s e da Aids por se relacionar com mulheres, coisa que não é verdade . A falta de informação adequada faz com que lésbicas criem grupos de riscos e não praticas de riscos , isso tudo se agrava com essa falta de preparo dos “profissionais” que citei logo acima .
Além disso tudo a mulher sofre com reações preconceituosas e descaso do gineco ou da ginecologista após a revelação de sua orientação sexual . Temos que salientar que o risco de contaminação é muito maior entre as mulheres do que entre os homens , pois ela pode ser transmitida não só através da relação sexual , mas também durante o beijo(Quando ambas apresentem feridas , herpes ou machucados , são casos bem raros e específicos) , sexo oral , “brincadeira” com dedos , brinquedos , enfim tudo que faça o contato com a região e com sua mucosa . Hoje ainda não existe nenhum método de prevenção 100% seguro quando falamos da relação entre mulheres, o que posso dizer é que o cuidado com a higiene deve ser absurda de grande! É de extrema importância,a utilização de camisinha masculina nos casos dos brinquedinhos (lembrem-se sempre de trocá-la quando forem ... digamos que revezar).Antes eram distribuídas em algumas ONGS um “kit” nada estimulante, confortável e simpático para esse fim , que continha uma camisinha para ser recortada com tesourinha, plástico filme de cozinha para utilizar no sexo oral, luvas cirúrgicas. Esta em desenvolvimento uma espécie de “short camisinha” , mas sem prazo de ficar pronto . Por isso é legal darmos uma atenção um tanto quanto especial para esse assunto . Logo abaixo vou colocar as principais DST´s e seus sintomas em mulheres(Já conhecemos né? Mas vale apena lembrar , ou “ver de novo”) . Vale dizer que hoje existe um projeto que se chama “Chegou a hora de cuidar da saúde” que é voltado para as Lésbicas e Bissexuais. O site esta logo abaixo.
Um grande Beijo
1. SÍFILIS: Os sintomas são muito variados, mas geralmente há o aparecimento de gânglios, que são os órgãos responsáveis pela defesa do organismo, conhecidos como ínguas. Esse gânglios vão estar aumentados e dolorosos e aparecem geralmente na virilha. É uma doença muito séria, mas que tem um tratamento rápido, seguro, barato e eficaz se for descoberta a tempo.
2. Gonorréia: ou blenorragia A gonorréia também é uma doença causada por bactéria e as formas de transmissão são muito parecidas com as da sífilis, ou seja: sexo oral, vaginal, anal, beijos, dedos, brinquedos.Além de tudo o nome feio prá caramba, · Corrimento vaginal · Dor no canal da vagina com irritação · Alterações intestinais O tratamento também é rápido e eficaz, mas deve ser feito com rapidez.
3. Herpes: A herpes é causada por um vírus, não tem transmissão exclusivamente sexual, mas aparece com uma freqüência maior em regiões como boca e genitais. O herpes é uma doença da pele, que aparece sob a forma de pequenas vesículas com líquido transparente dentro. Neste líquido há uma quantidade muito grande de vírus, que infectam outras pessoas onde quer que haja o contato. As vesículas coçam e ardem, uma dor em queimação. E, uma vez contaminada, a pessoa fica com o vírus latente no corpo para sempre, mas quando sofre algum tipo de desequilíbrio físico ou emocional, como estresse, insolação, queda de resistência, o vírus sai deste estado de latência e a doença reaparece. O tratamento é feito com pomadas, medicações injetáveis e comprimidos, e apesar de não levarem à cura, agem diminuindo o tempo de duração das existentes e previne o aparecimento de outras.
4. Candidíase: Os sintomas coceira vaginal intensa, saída de corrimento viscoso esbranquiçado pela vagina, com aspecto de leite coalhado. Em mulheres submetidas a grande estresse físico ou emocional, assim como o uso de roupas íntimas pouco ventiladas (apertadas demais ou feitas com tecidos sintéticos como nylon ou lycra) e a falta de higiene íntima são fatores que predispõem a um maior desenvolvimento do fungo da candidíase. Por isso é muito importante se ter uma vida saudável, se alimentar, usar roupas íntimas de algodão, e nunca usar roupas íntimas usadas de outras pessoas, além de não transar ou fazer sexo oral em alguém que tenha corrimento vaginal.
5. Tricomoníase: Os principais sintomas são: corrimento esverdeado , malcheiroso, acompanhado de coceira intensa, dor e irritação na vagina. O diagnóstico é feito pelo ginecologista, na hora do exame mesmo, e o tratamento é com cremes vaginais e comprimidos. 6. HPV ou condiloma Pode passar desapercebido nos casos leves, mas de modo geral provoca verrugas de tamanhos variados que crescem e se multiplicam. O maior problema do HPVé que uma porcentagem dele está associada com o câncer genital (colo de útero) e não tem cura, apesar dos tratamentos serem eficazes para a transmissão e o aparecimento de novas lesões.
(Livreto orienta lésbicas e bissexuais em cuidados com a saúde)http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=24282
( Site da Saúde da Mulher )
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/area.cfm?id_area=152